Um copo quebrado cheio de amor indesejado

Transbordar de amor é uma merda! E desperdício. Encher o copo além da capacidade e perder o uísque derramado. Bom é ter quem amar. Amar de verdade. Amor eu dou pra todo mundo, mas o mundo não é suficiente pra impedir que eu transborde.

Eu preciso do que não tenho. De quem não tenho. Mas não quero quem já passou. Racionalmente eu não quero. Eu preciso acreditar que não quero senão a dor de transbordar piora.

Na sargeta e sem orgulho

A dubia sensação de se sentir fora de todos, ficar mal e gostar. É como, o que? Há comparação? É como a incerta sensação de se sentir um mala inagradável. E incapaz de agradar. Quem ri achando graça no fim da noite? Os olhos caídos de cansaço. Ou erva. Quem ri é você? O cigarro duvidoso ou a cachaça? Incapaz da capacidade. E incerto disso, buscando o poder (inalcansavel?).

Eu trouxe um trago pra vocês, mas não por serem freguês. Eu quero dividir a “alegria”.

Voltando pra casa um velho no bar canta melancolia com uma sanfona. Me vejo como um herói derrotado virando a esquina. O som se afastando, as gotas caindo. As metafóricas e as da chuva.

Um conto sobre amor (+18)

O texto abaixo contém LINGUAGEM INAPROPRIADA PARA MENORES DE 18 ANOS.


Eu estava meditando. Sentado, pernas cruzadas, postura ereta, braços sobre as pernas. Não as minhas, as pernas dela.

Havia voltado da padaria alguns minutos atrás e ela ainda estava dormindo, então fui para a varanda meditar. Ela diz que acha sexy. “Nada mais sexy do que autocontrole”. Sentei na grama e acendi o incenso.

Eu já tinha alguma prática naquilo e quando entrava (não sei onde, é uma sensação) perdia a noção do tempo. Já estava me sentindo vibrar. Talvez cinco ou quinze minutos haviam se passado quando senti algo frio subindo minha perna. Fiquei um pouco assustado mas consegui manter a concentração. Não me mexi até ouvir sua voz cochichar: “não precisa abrir os olhos”. Nesta hora percebi que ela acariciava uma de minhas pernas com os pés, às vezes tentando entrar na minha bermuda.

Ouvi de novo, mas bem perto do meu ouvido: “não precisa falar também, apenas continue concentrado”. Pelos sons que eu escutava, ela parecia sentar na minha frente.

Ela estava sentando na minha frente.

Eu sentia a brisa que seus movimentos causavam. Movimentos suaves e brisas de arrepiar a espinha. Sentada de frente pra mim, ela levantou meus braços, colocou suas pernas sobre as minhas, entrelaçou seus pés como se me abraçasse com as pernas e, por fim, colocou minhas mãos sobre suas coxas.

De novo a voz que gelava minha barriga disse próximo ao meu ouvido: “me faz gozar”.

Ela me conhece, sabe que não gosto do controle. Assim que ouvi a última palavra e antes que ela pudesse afastar seu rosto do meu, por impulso e tesão, arranhei com força e delicadeza suas coxas. Ouvi um suspiro longo se afastando e deitando na grama. Minhas mãos escorregavam com facilidade, iam dos joelhos até a virilha.

Ela me pegou de surpresa no meio da minha meditação. Meu foco era totalmente no presente. Parecia que estávamos sincronizados e a cada movimento sincronizávamos ainda mais. Por estar de olhos fechados há tanto tempo, estava extremamente sensível. Tentei focar na sua respiração, no gemido. Encontrei nossos ritmos sincronizados, minhas mãos vagando em suas coxas, acariciando e arranhando, e sua respiração ofegante. Nesse momento me deixe levar pela vontade. Não estava mais pensando. Tirei suas pernas de cima de mim e deitei ao seu lado, me inclinando o suficiente para ouvir os gemidos enquanto eu mordia seu pescoço e arranhava com força uma de suas coxas até a virilha pousando minha mão em sua boceta e sentindo a calcinha cada vez mais molhada a cada mordida.

Ela estava apenas de vestido e calcinha e naquele momento estávamos nos livrando de seu vestido. Subi em cima dela ficando de joelho e com suas pernas entre as minhas. Minhas mãos subiam em seu corpo sendo guiadas por suas curvas com a intenção de tirar seu vestido. Joguei-o pro lado e me inclinei pra frente, apoiando-me com os braços do lado de sua cabeça. Voltei a acariciar sua boceta por cima da calcinha, com alguns beijos em seu pescoço.

O que mais me excitava era seu gemido.

Levei meus dedos que a acariciavam até sua boca, ela os chupou, depois eu os chupei e então nos beijamos. Enquanto beijávamos o beijo mais quente que já dei, eu tirava sua calcinha e ela levantava as pernas para me ajudar. Joguei para o mesmo lado que o vestido. Voltamos pra posição em que suas pernas ficavam entre as minhas e meus braços ao lado de sua cabeça. Nossos rostos estavam bem próximos, o suficiente para que eu sentisse sua respiração em mim. Ofegante, mas agora acalmando sem meus estímulos. A única coisa que eu queria naquele momento era olhar pra ela, mas quebraria todo o meu “transe”.

Abri os olhos incomodado com a claridade que o sol provocava naquele horário. Quando os olhos se acostumaram com a luz, fui percebendo aos poucos a sua beleza. Seus olhos fechados, os beijei. Sua boca ligeiramente aberta, às vezes mordendo e às vezes passando sua língua entres os lábios. Beijei também. Eu não me importo com o futuro, foda-se o passado. Esse é um momento perfeito.

Ela abriu os olhos e me pegou olhando para sua boca, deu um sorriso e mordeu o lábio inferior mais uma vez. Dei outro beijo em seu sorriso. Olhei um pouco seu rosto antes de continuar e pensei como alguém conseguia carregar tanta poesia e erotismo ao mesmo tempo em um olhar. Beijei seu queixo, seu pescoço. Fiquei um pouco no pescoço, mordendo principalmente. Um braço meu me apoiava no chão enquanto outro guiava minha mão até sua cintura. Meus beijos desciam lentos do pescoço até seus peitos e minha mão subia com o mesmo destino; chegaram juntas.

Eu chupava um de seus peitos enquanto apalpava e acariciava outro. Suavemente minha mão viaja ao redor, circulando, indo por baixo e depois por cima, alternando os peitos. Ora chupava um ora chupava outro. Gostava de morder levemente seus mamilos e também de puxar com o dedão e o indicador. Em dado momento, meus beijos foram descendo mais, mas as carícias continuavam no mesmo lugar. Agora beijando sua barriga e lambendo-a de cima a baixo enquanto minhas mãos apertavam e sentiam seus peitos. Quanto mais baixo meus beijos iam, mais longos eram seus suspiros e gemidos.

Cheguei até sua virilha, mas resistindo a vontade de chupá-la. Ainda beijando. Beijos lentos e suaves, com algumas mordidas fortes entre os beijos, puxando sua pele. Meus lábios pousavam em seu corpo e estalavam, nas coxas e bem perto da boceta, mas sem chegar até ela. Queria ouvir ela pedindo. Queria deixá-la com tesão, com vontade de esfregar minha cara entre as pernas por não aguentar mais só os beijos e mordidas. Agora dando lambidas vagarosas ao redor de sua boceta. Nesse momento ela levantou seu tronco, ficando sentada e levemente inclinada apoiando seu corpo com um braço atrás de si. Agarrou meus cabelos entrelaçando seus dedos e puxou minha cabeça pra cima. Olhou nos meus olhos e disse “me chupa logo, desgraçado!” e soltou minha cabeça para se apoiar com os dois braços. Acatei sua ordem com prazer e dei mais uma lambida, mas dessa vez em sua boceta que já estava extremamente molhada, não só pela minha língua. Foi quando ela gemeu de um jeito tão gostoso, estufando o peito e inclinando a cabeça pra trás, que eu também não aguentei mais e a chupei.

Ela era deliciosa, sentir seu gosto sempre me deixou extasiado. A cada lambida e a cada chupada eu queria chupar e lamber mais. Parecia que o tesão não acabava. Tudo nela me excitava: seu corpo, seu gemido, seu cheiro, seu gosto. Quando estava chupando seu clitóris, eu o tampava com minha boca e o lambia. Em uma dessas, ela colocou uma mão nas minhas costas e me arranhou. Aquilo me fez arrepiar e me contorcer, meu reflexo foi dar uma mordida em sua virilha e isso fez que ela empurrasse seu quadril contra meu rosto.

“Não para, eu tô quase gozando”. Suas palavras se confundiam com os suspiros e saiam quase como gemidos.

Entre algumas lambidas, logo após ela dizer isso, eu falei: “goza na minha língua”. Assim que terminei de falar isso, firmei meu peso em um braço, segurando em sua coxa, com a outra mão eu abri os lábios de sua boceta e comecei a enfiar minha língua. Entrando, forçando a língua pra baixo, e tirando a língua, forçando-a para cima, como um gancho. Enfiando e tirando minha língua e acariciando seus clitóris com a mão que antes abria seus lábios. Enquanto fazia esses movimentos, olhava pra cima, pro seu rosto. Eu amo causar as expressões que ela fazia naquele momento. Movia as sobrancelhas, fechava os olhos bem forte e mordia os lábios tentando conter os gemidos. Sua perna estava tremendo quando ela deu um grito de prazer, agarrou minha cabeça pelos cabelos e puxou um pouco pra cima. Seus gemidos estavam rápidos e a respiração ofegante, minha boca agora chupava seu clitóris novamente e os dedos que a acariciavam agora entravam em sua boceta. Eles já escorregavam para dentro com certa facilidade. Para dentro e para fora, com os mesmos movimentos que estava fazendo com a língua. Senti sua pele começando a arrepiar, passei a chupá-la com mais intensidade, mas enfiando os dedos com a mesma velocidade. Ela prendeu a respiração e, num movimento rápido, se contorceu inclinando o corpo pra frente e pressionando minha cabeça contra sua boceta. Em alguns espasmos foi soltando o ar preso e aos poucos voltando a respirar normalmente. Seguindo seu ritmo, fui parando de chupá-la, passando apenas a lamber e diminuindo a velocidade dos meus dedos. Eu sentia sua boceta contraindo, apertando meus dedos e ficando mais molhada, se é que era possível.

Ao acabarem os espasmos, deu uma inspirada profunda e soltou o ar com um gemido que fez as borboletas do meu estômago voarem. Eu a observava ainda com tesão, não queria parar aquilo. Com os olhos fechados ela sorriu, lambeu os lábios seguido de uma mordida no lábio inferior. Também sorri. Dei uma última lambida em sua boceta enquanto tirava meus dedos e sua perna tremeu mais uma vez. Olhou nos meus olhos, pegou minha mão com os dedos melados pela sua boceta e levou em direção à minha boca. Nunca vou me cansar de seu gosto. Chupei meus dedos e depois ela os chupou também.

Sorrindo com aqueles olhos de deusa, ela me empurrou pra trás com delicadeza. Me fez deitar na grama, subiu em cima de mim e me beijou. Mordeu meus lábios algumas vezes durante o beijo até que eu senti sua mão descendo pela minha barriga e entrando pela minha bermuda. Olhando para minha boca e meus olhos alternadamente ela disse: “agora é minha vez!”.

Sem açúcar, por favor

em dias de alegria e saudade eu confundo tua falta com melancolia e acho que a ânsia de não te ver é uma doença rara e que vou morrer

mas tua felicidade me salva como um copo de água para um desidratado e teu amor por outra me faz sorrir porque eu sei como é lindo um amor sincero e recíproco

o teu cartão postal é minha foto preferida e tu sabe muito bem porque tu é minha preferida

o teu abraço é copo d’água e eu tô desidratado e a cada novo dia são dois litros desse abraço

eu já declarei derrota não é como se eu lutasse mas já entendi que nunca vou te superar

o teu abraço é copo d’água e eu tô desidratado mas tu já foi embora faz um tempo e eu não sei o que beber

inescrutável forma de ser

eu tento me enganar
tento me confortar
minto meus sentimentos
querendo me estabilizar
mas me engano achando que estabilidade é um bom plano.
eu quero viver sentindo e pra isso cê precisa de uns baque repentino
inesperado
incalculável
eu tô na eterna busca de ser um ser impenetrável
mas eu gosto de um trago e gosto de uma dose
eu gosto do estrago que me causa o teu toque
e também preciso disso pra escrever
como é que vô fazer rima e poesia sem ter em quem morrer

a cada linha que escrevo é um pouco de mim que vai
sabendo disso fico alerta atento aos sinais
se um dia eu achar que não tem nada pra ir embora
eu fecho a porta apago a luz e jogo o lápis fora